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Miopatias do músculo do peito em frangos

Rodrigo A. Espinosa, Veterinário Regional Sênior dos Serviços Técnicos para a América do Norte e Latina, foi o responsável pela apresentação sobre “Miopatias do músculo do peito em frangos” durante o LPN 2021.

Nos últimos dez anos, tem havido um aumento no número de relatos de miopatias do músculo peitoral (MMP) observados em fábrica de processamento de frangos que, em alguns casos, podem ter graves consequências econômicas para o produtor e um efeito negativo nas preferências dos consumidores pela carne de frango.

Embora a incidência de MMP seja errática e não observada em todas as regiões do mundo, ela se tornou uma questão importante para a indústria em geral.

Como resultado, a Aviagen tem investido tempo e recursos significativos na investigação sobre o assunto, assim como várias universidades. Embora ainda não compreendamos totalmente as causas metabólicas da MMP, os nossos conhecimentos aumentaram consideravelmente nos últimos cinco anos.

O objetivo deste documento é resumir os conhecimentos atuais sobre miopatias musculares peitorais, os fatores que podem estar envolvidos em sua causa e as possíveis soluções para reduzir a sua incidência e severidade. Nem todas as miopatias aqui detalhadas têm um impacto importante na qualidade do produto, mas são incluídas para fornecer informações completas

HISTÓRIA DAS MIOPATIAS DO MÚSCULO PEITORAL

A primeira miopatia do músculo peitoral a ter impacto na indústria avícola foi a miopatia peitoral profunda (MPP), também conhecida como doença do músculo verde ou doença do Oregon, que foi identificada pela primeira vez em perus nos anos 60.

A MPP manifesta-se em um (ou ambos) dos filetes internos do peito (ou seja, o músculo peitoral menor), que atrofia e fica verde.

Esta condição também foi observada em frangos de corte no final dos anos 90 e ocasionalmente é observada nas fábricas de processamento.

Nos anos 90, foram descritas duas condições relacionadas com a cor da carne de peito de frango: pálida, macia e com exsudação (PSE) e escura, firme e seca (DFD).

A PSE tinha sido inicialmente observada em suínos, e verificou-se que era devida à uma mutação em um único gene.

No entanto, verificou-se que a PSE e a DFD em frangos de corte não ocorrem devido a um único gene, mas principalmente ao stress pré-abate desde o momento da captura das aves até à chegada ao abatedouro e ao próprio processo de abate.

Embora tanto a PSE como a DFD sejam observadas a níveis baixos na maioria das propriedades avícolas e não causem problemas significativos de aceitabilidade por parte dos consumidores, têm um efeito menor na qualidade da carne.

Desde 2010, três MMP têm sido relatadas com uma frequência crescente: estrias brancas (WS), peito amadeirado (WB) e músculo espaguete (SS), também conhecido como músculo mole. Na maioria dos casos, o WS não teve um efeito significativo na aceitação da carne de peito de frango entre os consumidores, mas o WB e o SS, em casos graves, causaram problemas dentro de certos produtos.

Estas miopatias podem ter estado presentes antes de 2010, mas não foram reconhecidas na fábrica de processamento.

RESPOSTA DA AVIAGEN ÀS MIOPATIAS MUSCULARES PEITORAIS

Embora a MPP tenha sido parte dos objetivos de melhoramento durante muitos anos, a WS, WB e SS foram adicionadas aos objetivos em 2012, a fim de reduzir a tendência genética para expressar estas condições a campo.

A Aviagen seleciona para evitar a tendência genética das miopatias peitorais dentro de um objetivo de melhoramento equilibrado, que inclui também outras características relacionadas com a eficiência biológica, o rendimento, robustez, bem-estar e aptidão reprodutiva.

Dada a baixa base genética das miopatias peitorais (Bailey et al., 2015) e o tempo necessário para que as alterações ao nível do pedigree atinjam o nível do frango de corte, espera-se que a tendência genética para exibir estas miopatias tenha começado a ser reduzida em 2018.

É importante notar que é pouco provável que a incidência de miopatias peitorais atinja zero apenas através da seleção genética, uma vez que existem fatores.

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